O Governo promete que os grandes consumidores industriais vão passar a poder contratar energia mais barata a partir de Julho.

 

Os custos da eletricidade levaram Álvaro Alvarez, presidente da Siderurgia Nacional a dizer ao Expresso, a 20 de abril, que "ou a situação se altera ou fechamos as nossas duas fábricas em Por­tugal e mudamos tudo para Espanha". A notícia caiu como uma bomba no seio do próprio Governo, preocupado em atrair investimento, sem perder o que já está no país, e gerou uma onda de indignação em várias latitudes da ati­vidade industrial em Portugal.

Dois meses depois a situação mudou e a Siderurgia Nacional, de capital 100% espanhol. já não vai fechar em Portugal. O Expresso apurou que o Governo dá como garantido que "o caso da Siderur­gia está resolvido e que a partir de julho a empresa deixará de ter um problema relacionado com a energia", ficando as­segurados os 750 empregos distribuí­dos pelas unidades do Seixal e da Maia.

O presidente da Siderurgia confirma que desde a publicação da notícia do Expresso "temos vindo a tratar direta­mente do assunto com a Secretaria de Estado da Energia" e, acrescenta, "te­mos a garantia de que o Governo quer fazer uni esforço de equilíbrio de pre­ços muito importante" face aos pratica­dos em Espanha para indústrias de per­fil semelhante.

 

Jornal Expresso 15 de Junho de 2013

Texto: Vitor Andrade

Foto: Tiago Miranda

 

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O Governo promete que os grandes consumidores industriais vão passar a poder contratar energia mais barata a partir de Julho.

Competitividade

 

O Governo promete que os grandes consumidores industriais vão passar a  poder contratar energia mais barata a partir de Julho.
 

Os custos da eletricidade levaram Álvaro Alvarez, presidente da Siderurgia Nacional a dizer ao Expresso, a 20 de abril, que "ou a situação se altera ou fechamos as nossas duas fábricas em Por­tugal e mudamos tudo para Espanha". A notícia caiu como uma bomba no seio do próprio Governo, preocupado em atrair investimento, sem perder o que já está no país, e gerou uma onda de indignação em várias latitudes da ati­vidade industrial em Portugal.

Dois meses depois a situação mudou e a Siderurgia Nacional, de capital 100% espanhol. já não vai fechar em Portugal. O Expresso apurou que o Governo dá como garantido que "o caso da Siderur­gia está resolvido e que a partir de julho a empresa deixará de ter um problema relacionado com a energia", ficando as­segurados os 750 empregos distribuí­dos pelas unidades do Seixal e da Maia.

O presidente da Siderurgia confirma que desde a publicação da notícia do Expresso "temos vindo a tratar direta­mente do assunto com a Secretaria de Estado da Energia" e, acrescenta, "te­mos a garantia de que o Governo quer fazer uni esforço de equilíbrio de pre­ços muito importante" face aos pratica­dos em Espanha para indústrias de per­fil semelhante.
 

 

Lei vai favorecer os consumidores

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Esse "esforço de equilíbrio" vai tradu­zir-se, segundo o Expresso apurou, num novo enquadramento legal respei­tante às tarifas de acesso ao sistema elé­trico. Tarifas essas que, na prática, vão favorecer os consumidores de eletrici­dade e onerar os produtores, deixando assim margem — no caso das indústrias — para que Portugal "possa impedir a concorrência predatória de Espanha", onde os preços são bastantes mais bai­xos para as grandes fábricas, disse ao Expresso uma fonte envolvida no pro­cesso. A mesma fonte assegurou ainda que estas alterações irão beneficiar to­das as grandes indústrias principais consumidoras de energia em Portugal, além da Siderurgia, que gasta perto de €60 milhões por ano em eletricidade.

Artur Trindade, secretário de Estado da Energia. por seu lado, confirma que já está publicado em "Diário da Repú­blica" o decreto-lei que regula o novo regime das tarifas de acesso e que está para muito breve a publicação das por­tarias correspondentes. Diz que o Go­verno tem acompanhado com muita preocupação a questão dos custos ener­géticos para a indústria, mas que não é verdade que Portugal tenha tarifas eléctricas entre as mais caras da Europa (ver gráfico do Eurostat). "As empre­sas queixam-se de todo o tipo de cus­tos, incluindo os da energia. Somos sen­síveis a isso. mas não posso é entrar no discurso que hiperboliza o assunto, pois não temos os preços mais elevados da Europa, nem temos os maiores au­mentos anuais da Europa". E explica ainda que se em 2012 Portugal teve a quarta maior subida de preços da eletri­cidade na Europa foi unicamente por culpa do aumento da carga fiscal, pois o Governo passou da taxa mínima de IVA de 6% para 23%.

Preços abaixo da média europeia

Na verdade, os dados constantes da últi­ma comparação de preços feita pelo Eu­rostat, indicam claramente que "os pre­ços da eletricidade para consumidores industriais em Portugal estão abaixo da média da união Europeia (-2,3%), abai­xo da média da zona curo (-6,9%) e abai­xo dos que são praticados na vizinha Espanha (-6,5%)". nota Vítor Santos, pre­sidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Portugal tem atualmente a 10ª eletrici­dade mais cara da Europa para consu­mo industrial, sendo que nos países que têm preços mais baixos isso aconte­ce fundamentalmente por duas razões: ou porque têm centrais nucleares (o método de geração de eletricidade mais barato de todos, juntamente com as barragens) ou porque os Estados subsidiam fortemente os preços ao con­sumidor. "Há países. inclusive, em que o próprio Estado financia o equivalente aos CIEG (Custos de Interesse Econó­mico Geral, que representam pratica­mente metade do custo da fatura elétri­ca em Portugal)", sublinha ainda o pre­sidente da ERSE.

Contratos "por medida" para grandes clientes

Contratos "por medida" para grandes clientes Importa salientar, no entanto, que a comparação de preços feita pelo Euros­tat não inclui os grandes consumos industriais, de muita alta tensão. Para esses clientes, em vários países, as negociações de preços são feitos caso a caso, do tipo "um fato por medida", nota um especialista contactado pelo Expresso. A EDP garante que. no mercado livre, já se negoceiam situações caso a caso com os grandes clientes industriais. No­meadamente tendo em conta a duração dos contratos e os prazos de pagamento da eletricidade consumida.

A empresa, que já foi monopolista em Portugal, reconhece que perdeu clientes industriais com a abertura do mercado (onde já atuam seis comercializa- dores), mas nota que ainda lidera no segmento de muito alta tensão (com uma quota de 36,2%).

A partir de 1 de julho fica também mais favorável o regime de fornecimento de gás à indústria sazonal, que abrange por exemplo a transformação de tomate e a produção de azeite.

A ERSE acaba de aprovar legislação que enquadra uma nova opção tarifária. Em vez de serem obrigadas a contratar potências elevadas para todo o ano (como acontecia até agora). mes­mo só necessitando de energia por alguns meses, a partir de agora as industrias sazonais passam a poder efetuar contratos mensais. Desta forma só pagam os acessos e os consumos à medida das suas necessidades.

A Siderurgia Nacional pag3 imagemlateralé o principal consumidor de eletricidade em Portugal, com uma fatura energética anual de 60 milhões. Química de Estarreja paga mais 17% ao ano

Entre 2010 e 2012, a fatura paga pela indústria química de Aveiro implicou uma perda de competitividade avaliada em €10 milhões.

O complexo petroquímico de Estarreja sofreu aumentos médios anuais de 17% nos preços da eletricidade pagos entre 2010 e 2012, refere a Associação das Indústrias da Petroquímica. Química e Refinação (AIPQR). O secretário-geral desta associação, Amaro Nunes, disse ao Expresso que este "elevado crescimento médio anual dos preços" traduz-se numa perda de competitividade que é facilmente quantificada entre as empresas que operam em Estarreja e que a AIPQR avalia em cerca de €10 milhões entre 2010 e 2012.

Mas o problema do elevado custo da eletricidade não se refere exclusivamente a esta evolução recente. Diz a AIPQR que entre 2007 C 20120 crescimento absoluto de preços da eletricidade foi de 47%. Pior: se nada for alterado a fatura de eletricidade ainda será superior até 2015, porque é previsto que as indústrias de Estarreja aumentem a quantidade de eletricidade que vão consumir, passando dos atuais 490 gigawatts/hora por ano para 518 gigawatts/hora por ano.

Amaro Nunes considera que esta realidade é desfavorável para a indústria portuguesa, porque os principais concorrentes europeus têm condições de mercado mais competitivas. Segundo a AIPQR, na Alemanha é praticada a isenção de tarifas de acesso às redes para os consumidores acima dos 10 gigawatts/hora que operem durante mais de 7000 horas por ano. Em França, os preços de mercado são regulados para os consumidores industriais, ou seja, cada indústria tem  unia faturação de eletricidade adaptada às suas características específicas. Em geral, os mercados do norte da Europa aplicam taxas mais baixas à eletricidade gasta pelos grandes consumidores. Também a suspenção pontual dos fornecimentos de eletricidade a grandes consumidores quando o sistema elétrico está saturado — designado por serviço de interruptibilidade, que implica a atribuição de apoios e ajudas aos maiores consumidores industriais quando não lhes é fornecida eletricidade — é mais favorável em outros países, como é o caso de Espanha. Por isso, a AIPQR reivindica que o mercado portu­guês seja equiparado ao regime de remuneração de interruptibilidade praticado em Espanha. Também é pedida a isenção do imposto elétrico à semelhança do que acontece com a restante tributação energética.

Se os preços da eletricidade já não são "comportáveis" para muitas indústrias portuguesas, a perspetiva que o futuro reserva a curto prazo é a de que "os preços vão ser ainda mais elevados", alerta o ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes.

"Na Europa há muitos tipos de custos que ainda não são refletidos imediatamente nos preços pagos pelos consumidores industriais, e até há subsídios pagos por Estados a indústrias exportadoras— como acontece na Alemanha — que distorcem a realidade dos preços da energia elétrica na Europa", comenta Henrique Gomes, explicando que "dentro de muito poucos anos tudo isso vai acabar e o custo da energia deverá sofrer uni agravamento global".

"Portugal não vai ficar à margem dessa tendência, o que quer dizer que mesmo que se cortem mais alguns custos excessivos, a evolução do mercado elétrico nacional será no sentido do aumento dos preços", refere.

Por isso, alguns países como França tentam "travar agravamentos propostos pelo regulador para evitarem uma degradação do poder de compra dos cidadãos". Henrique Gomes diz que a comparação dos preços da eletricidade entre os países euro­peus vai começar a ser feita em termos de Paridade de Poder de Compra (PPC).

"Há cada vez maior número de instituições europeias e organismos públicos que estão sensíveis à utilização dos parâmetros que comparam os preços da eletricidade em PPC e essa vai acabar por ser uma orientação que a União Europeia deverá adotar a breve prazo", refere Henrique Gomes. "Ninguém que faça política energética pode ignorar isso". adverte.

Sobre as situações específicas relativas à faturação de algumas indústrias portuguesas com grandes consumos, Henrique Gomes considera que "há números que são empolados, porque a indústria nacional tem acesso a eletricidade a níveis ligeiramente inferiores à média da União Europeia". No entanto, os gestores industriais, como por exemplo no sector da cerâmica, queixam-se de "aumentos exorbitantes, de 20% em 2012 e 18% em 2011, na fatura da eletricidade", refere a APICER.


Jornal Expresso 15 de Junho de 2013

Texto: Vitor Andrade

Foto: Tiago Miranda

A ADMINISTRAÇÃO DA AICEP VISITA O COMPLEXO QUÍMICO DE ESTARREJA

A convite da AIPQR – Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação, a Administração da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) realizou uma visita ao Complexo Químico de Estarreja no passado dia 29 de Abril.

O Presidente desta Agência, Dr. Pedro Reis, acompanhado pelos Drs. Pedro Gonçalves, Dr. Manuel Brandão e Dr.José Aguiar, foi recebido pelo Presidente da AIPQR, Engº João de Mello, estando também presentes os representantes das principais Indústrias Químicas de Estarreja.

Foi realizada, em seguida, uma apresentação onde foram focados os principais constrangimentos de contexto a que  este Complexo está sujeito e que tem limitado fortemente a sua competitividade face aos seus congéneres europeus, nomeadamente no que respeita aos elevadas tarifas de energia eléctrica, de gás natural e taxas municipais suportadas pelas Indústrias.

O Engº Luís Montelobo, Director Geral da CIRES, frisou também que, na ausência de medidas governamentais correctivas desta situação, não só a atractividade do investimento fica fortemente prejudicada, como fica ameaçada a própria sustentabilidade das actuais Indústrias. Dada a sua importância para a economia do nosso país, as empresas esperam que o Governo tenha em consideração a gravidade da situação e que sejam adoptadas medidas que proporcionem condições adequadas ao exercício da actividade industrial do Complexo, o qual está na origem de uma parte significativa das exportações do país.

Antes do encerramento do evento, os participantes foram convidados a realizar uma breve visita às várias unidades industriais do Complexo Químico de Estarreja.

DESENVOLVIMENTO DE UTILIDADES E DE SITE SERVICES PARTILHADOS PELAS INDÚSTRIAS

A AIPQR – Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação, em colaboração com diversas empresas do Sector (incluindo empresas não associadas), realizou em 2012, um Estudo de relevância para o Desenvolvimento de Utilidades e de “Site Services” partilhados de suporte às Indústrias de Refinação, Petroquímica e Química Industrial em Portugal.

Este Estudo é mais um resultado das acções que a AIPQR tem vindo a desenvolver com o objectivo de promover a competitividade das Indústrias do Sector, no qual são identificadas as principais acções a empreender no sentido da partilha de Utilidades e Site Services entre empresas, sendo também avaliados os benefícios económicos daí resultantes.

Ver estudo

CHEMPOR 2011 - CONFERÊNCIA INTERNACIONAL EM QUÍMICA E ENGENHARIA BIOLÓGICA

CHEMPOR_2011

A CHEMPOR, evento de âmbito internacional realizado periodicamente em Portugal e que congrega académicos, cientistas, engenheiros, fabricantes e consumidores finais das diferentes áreas da química, foi desta vez organizada pela Universidade Nova de Lisboa. Esta 11ª edição da CHEMPOR, teve lugar entre 5 a 7 do corrente mês de Setembro e contou com mais de duas centenas e meia de comunicações orais e de posters.

 Foram também atribuídos vários prémios às melhores teses de doutoramento, os quais foram patrocinados por diversas entidades, nomeadamente pela AIPQR - Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação, CUF-QI, Galp e pelo Grupo Portucel Soprocel.

Dia da Propriedade Industrial na Universidade do Porto 2011

A Universidade do Porto, em colaboração com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), irá promover mensalmente um evento dedicado à Propriedade Industrial: Dia da Propriedade Industrial.
No dia 28 de Abril de 2011, pelas 9h30, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, irão estar presentes dois examinadores de patentes do INPI para realizar sessões de informação e esclarecimento. Será incluído em todas as sessões um "KIT PORTA ABERTA AO CIENTISTA/EMPRESÁRIO". Este KIT só se realizará mediante a inscrição prévia dos interessados.

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO (INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ AO DIA 26 DE ABRIL DE 2011).

Para mais informações contactar:
UPIN - UNIVERSIDADE DO PORTO INOVAÇÃO
T: +351 220 408 031      F: +351 220 408 189
E: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. URL: http://upin.up.pt

Concurso de I&DT

O COMPETE (QREN) abriu um novo Concurso de I&DT em Co-promoção (AAC n.º 03/SI/2011).
O prazo para apresentação da Candidaturas termina no próximo dia 4 de Abril de 2011.

Poderá aceder a esta e mais informações através do site oficial deste Organismo: http://www.pofc.qren.pt/PresentationLayer/conteudo.aspx?menuid=686&exmenuid=557

Os Desafios das Indústrias Petroquímicas, Químicas e de Refinação

JM_small Este é um momento decisivo. Está na altura de saber se queremos um País produtivo, com um tecido industrial competitivo ou se Portugal está condenado a ser um fornecedor de serviços, uma espécie de centro comercial, condenado a importar a generalidade dos bens de que necessita. Esta definição estratégica aplica-se, também, aos sectores petroquímico, químico e de refinação. Deve Portugal pensar em desinvestir destes sectores básicos duma economia moderna ou, perante o enorme esforço registado pelas Empresas na Investigação, na Inovação e no Desenvolvimento Tecnológico, perante o reforço recente das unidades produtivas através de avultados investimentos de modernização e melhoria, deve aproveitar esta janela de oportunidade e apostar definitivamente na criação de um cluster de nível europeu? E, nesse caso, quais devem ser as prioridades nacionais?

Para a AIPQR, a Associação que congrega as principais indústrias deste sector, mas também grandes universidades portuguesas, portos e municípios, o momento é de acção. Sabemos, através de vários estudos técnicos já realizados, que as indústrias da Petroquímica em Portugal apresentam um grau de integração muito insuficiente quando comparadas com as suas congéneres europeias, - nomeadamente no que respeita à insuficiência de infra-estruturas logísticas adequadas ao seu desenvolvimento e que promovam essa integração. Esta é uma das principais fraquezas.

No nosso País, as principais indústrias Petroquímicas, Químicas e de Refinação, situam-se em Sines e no eixo Estarreja / Matosinhos. E se olharmos para o nível de integração destas unidades, que constitui um factor chave para a sua competitividade, facilmente se entende o impacto que a insuficiência de infra-estruturas logísticas causa. Como consequência desta situação, o abastecimento de matérias-primas e o escoamento de produtos finais tem de ser realizado somente por via rodoviária ou ferroviária – o que acarreta custos logísticos mais elevados e riscos ambientais acrescidos, os chamados Custos do Contexto.

É certo que se tem feito, nos últimos anos, um grande esforço no reforço da capacidade e modernização dos Portos, na sua interligação com a ferrovia e a rede de auto-estradas. No entanto, um verdadeiro Cluster da Petroquímica, Química e Refinação, só terá capacidade de atrair novos e mais investimentos se estivermos dotados duma rede logística de pipe-line que crie, de facto, as condições de sustentabilidade que estes sectores necessitam.

Portanto, se quisermos manter a capacidade exportadora destas indústrias reforçando, desde logo, os investimentos actuais e aumentar a sua atractividade para novos investimentos, nomeadamente de capitais externos, é urgente actuar para corrigir a actual situação. Se o fizermos, acredito que seremos capazes de angariar novos investimentos, nacionais ou estrangeiros, para as unidades fabris existentes ou para novas indústrias e por outro lado, criar condições de sustentabilidade produtiva perene das actuais unidades.

Esse é o grande desafio que se coloca ao País e que a AIPQR pretende ajudar a ultrapassar. A Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação, que iniciou a sua actividade em 2009, está oficialmente reconhecida como Pólo de Competitividade e Tecnologia e, entre os vários projectos âncora que constam do seu plano de acções, está a criação de condições para uma eficaz captação de investimento para este sector industrial.

Estamos firmemente convencidos que, para Portugal desenvolver a sua economia, necessita de reexaminar as condições de base que o território oferece aos potenciais investidores. Só assim o País poderá efectivamente atrair o investimento que é essencial para retomar, de forma sustentada, o caminho do crescimento económico.

 

João de Mello

Presidente da Direcção da Associação das Indústrias de Petroquímica, Química e Refinação (AIPQR)

Presidente do Conselho de Administração da CUF

Concursos 2011

Foi aprovado no dia 20 de Janeiro de 2011 pelo COMPETE  o Plano de Concursos dos Sistemas de Incentivos QREN para 2011.

Para mais informação visite o site do COMPETE: www.pofc.qren.pt

Publicação de Concursos COMPETE/QREN

Foram publicados no dia 4 de Janeiro de 2011 no site do COMPETE/QREN, dois Avisos para apresentação de Candidaturas,  no âmbito dos projectos âncora (AAC n.º 01/SIAC/2011) e no âmbito dos Projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico (Concurso n.º 08/SAESCTN/2010), para promotores que façam parte do Sistema Científico e Tecnológico.

Foram adiadas as datas de encerramento dos actuais Concursos AAC n.º 4,5,6, e 7.
Para mais informações visite o link: http://www.pofc.qren.pt/PresentationLayer/homepage.aspx

Abertura de Concursos QREN


Foram publicados no site do COMPETE/QREN (www.pofc.qren.pt), quatro Avisos para Apresentação de Candidaturas, no âmbito do SI Inovação - Inovação Produtiva, do SI Inovação - Empreendedorismo Qualificado, do SI&DT - Projectos Individuais e SI Qualificação PME - Projectos Individuais e de Cooperação.
Os concursos estão orientados para empresas exportadoras.

Contactos

AIPQR
Associação das Indústrias da Petroquímica, Química e Refinação

 

Rua do Amoníaco Português, n.º 10, Quinta da Indústria, Beduído
3860-680 Estarreja

 

Tel: +351 210 058 631 / 210 058 600 / 234 810 305
Fax: +351 210 058 699 / 234 810 420
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